quinta-feira, maio 27th, 2010

O que é preciso para fazer parte do Programa?

  1. Assumir-se como gordo.
    • Uma das primeiras e grandes dificuldades das pessoas que sofrem com a gordura é assumirem-se como gordos. O auto preconceito é determinante e todos preferem achar que estão gordos e não que são gordos.
    • Aí você pode perguntar, que mal há em acharmos que estamos gordos e não que somos gordos? O mal está no fato de que todas as pessoas que não reconhecem sua compulsão pela comida e a sua condição orgânica para aumentar o peso, passam a vida inteira envolvidas no famoso EFEITO SANFONA. Quando estão quilos acima do desejado se entregam aos mais variados tipos de dietas. Ao perderem peso acreditam estarem magras e voltam a comer compulsivamente e voltam a engordar. Ou seja, independente do peso podemos enquadrar como gordos aquelas pessoas que tem compulsão pela comida. E como todo vício a compulsão pela comida não tem cura mas tem controle.
  2. Identificar a compulsão pela comida.
    • Identificar o vício para começar o controle. Não somente as pessoas gordas são viciadas em comida. Existem muitos magros compulsivos que serão gordos no futuro. A diferença entre esses dois perfis distintos de compulsivos pela comida está no fato de que os magros compulsivos normalmente apresentam disposições orgânicas favoráveis a uma maior consumo calórico, ou seja, tem um metabolismo basal* mais acelerado e engordam muito mais devagar do que pessoas que apresentam esse mesmo metabolismo muito mais lento. Em outras palavras, com o mesmo consumo calórico, em um único dia por exemplo,  teremos pessoas que engordarão 50 gramas enquanto que outras aumentarão meio quilo mesmo com fatores de atividade física semelhantes.
    • A prática de exercícios também é um ponto a favor dos magros compulsivos pela comida. Muitos conseguem manter uma atividade física regular. Mas com a falta de consciência sempre chega o dia em que a compulsão progride e a prática de exercícios diminui. Bom exemplo disso são as centenas de atletas que após se aposentarem da vida esportiva passam a ganhar dezenas de quilos tornando-se pessoas gordas.
    • Por isso todas as pessoas “viciadas em comida” podem ser um gordo em recuperação. Ter consciência do processo que o levará a aumentar 5 quilos em 5 dias ou cinco quilos em cinco anos. Não importa. Todos precisam de ajuda e quanto antes assumirem o controle da compulsão melhores resultados porque como diz a velha máxima: prevenir é muito melhor que remediar.
  3. Reeducar a mente
    • Mudar a sintonia dos pensamentos. Todo compulsivo pela comida passa o dia inteiro pensando, sonhando, desejando comer. É preciso mudar. Parar de dizer e de se justificar dizendo que comer é a melhor coisa do mundo. Acordar pensando em comer, trabalhar pensando em comer, dormir pensando em comer, viver pensando em comer. Não há gordo no mundo que consiga controlar o peso sem melhorar primeiro a cabeça que irá levá-lo aos deslizes.
  4. Buscar o equilíbrio
    • Equilibrar a mente exige do gordo muita coragem para olhar para os próprios defeitos. Requer cima de tudo vontade e determinação para melhorar. Identificar todos os pensamentos e a sintonia compulsiva que alimentam a todo instante o desequilíbrio com relação à comida. E preciso aprender a se compreender, se aceitar, se conhecer melhor para conseguir todas as forças necessárias para mudar.
    • Deus é a fonte de força maior para que cada gordo consiga vencer essa grande batalha de controle da compulsão pela comida. Isso porque tudo leva o compulsivo a comer, felicidade, tristeza, angústia, conquista. Não importa se o sentimento é bom ou ruim. O gordo busca na comida a resposta, a saída e a contemplação de tudo. Uma prática de busca pelo prazer que não irá mudar de uma hora para a outra e que desencadeará sofrimento, ansiedade e muita dificuldade durante todo o processo de mudança. Para conseguir acalmar o coração nesses momentos de “abstinência” e desequilíbrio é preciso focar nossa força interior. Fé, oração, paciência, para que o amor de Deus que está a nos guiar possa nos auxiliar a ultrapassar cada momento de dificuldade.
    • As dificuldades do cotidiano, problemas familiares, profissionais, de saúde. Todos empurram o gordo para o desequilíbrio extremo. Todos empurram o gordo para a comida. Mais uma vez a fé deve tomar conta dos nossos corações para buscar tranqüilidade e seguir.
  5. Aprender sobre os alimentos
    • Conhecer os alimentos e suas calorias é fundamental para pararmos de dizer que engordamos sem comer nada. Recomendamos a “Nova Dieta dos Pontos” livro da Editora Abril, de autoria do doutor Alfredo Halpern, como uma forma de aprender e obter resultados eficientes através do controle das calorias que ele classificou de forma simplificada ao apresentar o sistema de pontos onde cada caloria é dividida por 3,6. Mais informações.
  6. Ser disciplinado para anotar, aprender e mudar.
    • “Eu comi tão pouco. Não sei por que não perdi peso”.Está comprovado que a disciplina para anotar e somar os pontos dos alimentos consumidos a cada dia, bem como os pensamentos de gordo, aumentam em até 3 vezes o resultado da perda de peso. Esses números são provados pelo primeiro grupo em funcionamento do Programa Gordas em Recuperação que verificou a perda de peso até 3 vezes superior entre as pessoas que anotaram com relação aquelas que tentaram diminuir a alimentação sem terem o real controle da situação. Isso acontece por dois motivos que se interligam. A falta de conhecimento sobre o valor altamente calórico de muitos alimentos e a tendência do gordo de se enganar com a falsa idéia de que está seguindo de maneira regular o programa. Normalmente essas pessoas encontram o caminho para aprender a manter o peso. Realmente diminuem a quantidade de comida, mas com parâmetro na sua alimentação anterior desregrada e descontrolada e não com base no seu limite de consumo diário. Por isso disciplina é fundamental e se reverte em resultados.
  7. Pesar-se todos os dias
    • Já que aceitamos a facilidade para engordar. Vamos encarar a verdade de frente. O ganho ou perda de peso são diários por isso todo gordo precisa aprender a ser amigo fiel da balança. Esperar uma semana para se pesar pode significar pelo menos um quilo a mais que você podia ter controlado quando eram apenas alguns gramas.
    • Durante o programa percebemos que algumas pessoas terminam ficando alguns dias sem se pesar e como a balança funciona como um fiscal do nosso comportamento, essas pessoas terminam mais uma vez se enganando e como muitas vezes não anotam o que comem podem perder ainda mais o equilíbrio e se voltar para a comida. Com a balança é possível perceber no dia seguinte o deslize do dia anterior e resolver a questão com exercícios ou com uma melhor disciplina alimentar. Esperar para saber o quanto engordou só vai piorar o problema. Isso porque normalmente não nos pesamos porque sabemos que extrapolamos. Sabemos que comemos para engordar e não queremos constatar.
  8. Evitar grandes deslizes que comprometem o resultado da semana.
    • O programa tem sua avaliação em reuniões semanais e saídas desregradas podem comprometer todo o resultado de uma semana inteira de sacrifícios. “Como é difícil perder peso. Só por causa de uma saidinha eu não emagreci”. É verdade. E deve ficar feliz se não tiver engordado. Bebidas, tira-gostos. Um gordo não sai para se divertir, nem para compartilhar com os amigos um momento especial. Sai para comer. E isso provoca uma coisa inevitável. Depois de uma semana inteira de sacrifícios, disciplina e vontade de mudar, as saídas de final de semana, ou de semana mesmo, equilibram o consumo calórico o que faz muitas vezes o gordo em recuperação manter o peso no lugar de perder. Essa mesma pessoa, se não tiver tido muita disciplina durante a semana, com as “saídas” fatalmente vai engordar. Por isso é preciso perceber que temos que mudar o nosso comportamento. Saber o que pedir num restaurante, saber o que escolher numa festa, beber dentro do limite de pontos que temos para não engordar. Quer controlar o peso? Vai precisar mudar. Não é mais comer e beber que é a melhor coisa do mundo. A melhor coisa do mundo somos nós. A nossa saúde, as nossas vitórias, as nossas conquistas, a nossa melhoria.