Arquivo de junho, 2010
CONTATO COM TACYANNA FREITAS – GORDA EM RECUPERAÇÃO DO PIAUÍ
TACYANNA -
Mirella, tudo deu certo na faculdade.. graças a deus férias! E é nas férias que engordo ainda mais… meu problema maior é que não tenho paciência p/ esperar ver os resultados, quero eles rápidos demais.. mas, prometo q dessa vez estou disposta a ir devagar…e não desanimar. Minha primeira semana foi +ou- boa, não fiz a dieta toda, comi um pouco mais.. meu maior problema é minha ansiedade…. to querendo fazer acumputura, dizem q é otimo. Vou viajar na quinta com meu namorado, que é outro gordinho precisando emagracer, e vou tentar ao maximo seguir tudo direitinho.. não demoro muuito na viagem na proxima quinta jah estarei aki…Vc teve muita dificuldade no começo? fez atividade fisica?
MIRELLA -
Oi Tacyanna. Viagem é sempre um desafio para todos nós. Mas vc consegue. Seja disciplinada e determinada. A viagem deve lhe fazer feliz e comer demais definitivamente não leva esse tipo de sentimento para as nossas vidas. Que bom que o seu namorado vive o mesmo problema. Assim um pode ajudar ao outro. Como o meu marido come de tudo e tem o controle do peso com mais facilidade, precisei me acostumar a vê-lo comer e dizer: não obrigada. Mas os dois caminhos são positivos. Aliás, não importa a vida que temos, nossas dificuldades, nossas angústias, sempre há um caminho. Eu sempre tive essa sua ansiedade. Quem não gosta de resultados rápidos? Mas minha amiga podemos usar esse sentimento para sermos mais disciplinadas e colhermos os frutos mais cedo porque não precisamos apenas de soluções rápidas. Precisamos de soluções definitivas. Só vale a pena mandar os quilos embora se for para eles nunca mais voltarem. Se você puder leve uma balança para a sua viagem. Se pese todos os dias e assuma pelo menos o compromisso de não engordar nenhum graminha sequer. E se conseguir perder. Ah!!!! Seria uma maravilha também não é mesmo. Quanto a postar o texto no blog. Vc me manda e colocamos na página principal. Se quiser pode nos mandar com sua foto também que colocamos. Nessas fases iniciais essa é a melhor maneira de todo mundo participar mas sem ter o risco de que eu não responda as dúvidas e comentários.
No começo tive todas essas dificuldades e dúvidas que você enfrenta agora. imagine uma pessoa sem roupa para vestir, sem lugar para comprar e louca por comida. Foi preciso matar um leão a cada dia com muita consciência de que essa luta não teria fim. Que para me manter no peso que eu tanto desejava eu precisava assumir minhas limitações e vencer a cada dia uma nova batalha. E os quilos foram indo embora. Depois de dois meses consegui perder 10 quilos e sair do número 52 para o 48 (apertado). Depois de mais um mês eliminei mais 5 quilos e lá fui eu para a calça 46. E quando batia o desespero porque ainda faltavam muitos quilos eu respirava fundo, pedia muita força e paciência a Deus. Fechava os olhos e me concentrava no novo objetivo, vencer o novo dia. Em 10 meses perdi 30 quilos e depois mais 7. Há cerca de 5 meses venho me mantendo com 57 quilos, vestindo 36 e a consciência é a mesma minha amiga. Nada de ir para um aniversário e me acabar de comer para sair da festa masi gorda. Nada de perder o controle nos jogos da copa. Eu sou a coisa mais importante e não a comida. Aprendi a comer para viver e não para morrer e agradeço a Deus todos os dias porque sou muito mais feliz assim. É difícil. Repito sempre que é muito difícil. Mas o que são as dificuldades senão oportunidades únicas para nos tornarmos pessoas melhores? Deus te ilumine sempre.
Ah! Não fiz atividade física não. Só comecei nos últimos 3 quilos a perder em janeiro desse ano. Por causa disso precisei seguir ainda com mais disciplina o controle alimentar para perder peso sem exercício. Perdi sim. 30 quiilos sem nada de atividade física. Mas perdi muita massa magra que hoje batalho para recuperar. Faço musculação desde janeiro e pretendo pela primeira vez na minha vida nunca mais parar. Se eu puder lhe dar um conselho diria que faça sim a atividade física que conseguir. 20 minutos de caminhada, meia hora, duas vezes, três vezes na semana. Não importa. Tudo que você elimina está eliminado e você ainda perde peso com saúde e disposição. espero que você seja mais forte do que eu nesse quesito. Um grande beijo.
Francy Simões Cavalcanti
Francy Simões Cavalcanti é uma gorda em recuperação há 5 meses e hoje comemora muito mais do que a perda de 14 quilos no período.
O que vem primeiro: a obesidade ou a depressão?
Manter o bom humor frente a qualquer doença crônica é muito difícil. Assim também ocorre com a obesidade. Na maioria das vezes, a doença vence o paciente pelo cansaço e impõe um enfrentamento com limitações, fraquezas e até com o próprio desconhecimento da medicina de como tratar individualmente cada caso de obesidade, já que eles são tão diferentes entre si.
“Médicos e pacientes, muitas vezes, se constrangem frente à impossibilidade de resolver o problema, pois a derrota, quando ela ocorre, é de todos nós”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.
A cada dia, mais endocrinologistas atendem obesos deprimidos nos consultórios. Nos divãs dos analistas é grande a incidência de obesos também. “Não há dúvida quanto a associação das duas doenças. Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão. Além é claro dos inúmeros casos de melancolia e tristeza em lidar com algo tão difícil, gerado pela rotina de ter que lutar contra a balança, de se policiar sempre, de não poder se soltar nunca. Nas consultas médicas que tratam o assunto, o choro é a regra”, revela Ellen Paiva.
A idéia que temos de nós mesmos é um grande impulso para o sucesso ou para a derrota em todos os embates da vida. Os obesos carregam “o peso” de que não são capazes de vencer a guerra contra a balança, principalmente após inúmeras tentativas frustradas de emagrecer. “Eles até continuam tentando perder peso, mas sem nenhuma confiança de que isso seja possível. Quando eles vêm ao consultório, o grande desafio dos profissionais ligados ao tratamento da obesidade é fazê-los acreditar que podem perder peso”, diz a médica.
Um ciclo pouco virtuoso
As primeiras dietas são sempre coroadas de êxitos. A perda de peso que ocorre na maioria das primeiras tentativas de perda de peso é facilmente compreendida pelo maior engajamento dos pacientes nas dietas propostas e nas várias mudanças de estilo de vida que eles se dispõem a fazer.“Como a manutenção de peso ainda é o calcanhar de Aquiles dos tratamentos para a obesidade, os pacientes voltam a engordar. E novas dietas são implementadas trazendo à tona a noção da fragilidade da perda de peso. A explicação dada pelos pacientes de que as dietas vão ficando mais difíceis porque eles vão envelhecendo não procede. Na verdade, eles se tornam mais e mais descrentes da possibilidade de emagrecer e mais e mais propensos à depressão”, contextualiza a endocrinologista.
As frustrações em relação à imagem corporal começam no enfrentamento da criança obesa com os vários apelidos na escola, avançam pela puberdade, onde já existe uma insatisfação com as formas corporais e alcançam o adulto que sofre preconceitos velados e dificuldades reais como se posicionar em assentos públicos, comprar roupas adequadas à sua numeração e em se enxergar tão fora dos rigorosos padrões de beleza corporal. Tudo isso concorre para uma atitude de isolamento social e baixa auto-estima.
Apesar de muitas vezes não ser perceptível, a obesidade infantil afeta a auto-estima e a sociabilidade da população infanto-juvenil. Pesquisas recentes sugerem que há três variáveis psicossociais que podem afetar negativamente a qualidade de vida das crianças obesas, podendo inclusive dificultar mudanças em seus estilos de vida, como fazer dieta ou praticar atividade física. Essas dificuldades impostas pela obesidade podem coexistir na vida de muitas delas, embora elas se sintam relutantes em discutir o assunto com os pais, professores ou profissionais de saúde envolvidos em seus tratamentos. São elas:
Dificuldade de enfrentarem gozações e brincadeiras de seus colegas relacionadas ao seu peso corporal, o que causa estresse psicológico intenso, piora da auto-estima e piora da sua auto-avaliação da imagem corporal;
Isolamento social, redução considerável da capacidade de fazer amigos e de aproveitar as oportunidades de praticar atividade física em grupos, com o consequente aumento do consumo de alimentos;
Depressão, que pode ocorrer como causa ou consequência da obesidade na infância e adolescência.
“As consequências da obesidade na infância e na adolescência não param por aí. Outras pesquisas têm documentado alterações comportamentais até então desconhecidas como influenciadas pela obesidade. Parece que a obesidade na população infanto-juvenil está ligada ao comprometimento do desempenho escolar, à maior vulnerabilidade para os transtornos alimentares do tipo bulimia, a comportamentos de risco como tabagismo, alcoolismo, atividade sexual prematura e a práticas nutricionais erradas e sedentarismo”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva. Várias atitudes de risco e de desorganização na vida pessoal têm maior propensão de se agruparem na criança e nos adolescente obesos.
O surgimento do transtorno alimentar
A associação da obesidade com a depressão, principalmente entre jovens, traz consigo o fantasma dos transtornos alimentares. É mesmo muito preocupante o grau de insatisfação corporal entre os adolescentes em todo o mundo. Mais de 25% dos meninos e 50% das meninas desejam perder peso, incluindo estatísticas de povos orientais. O mais impressionante de tudo isso é que 81% deles são considerados de baixo peso ou de peso normal e 20% deles recorrem a métodos inadequados para alcançar seus objetivos de peso ideal, como dietas restritivas, medicamentos para emagrecer e a prática de vômitos auto-induzidos.
“O que vem primeiro: a obesidade ou a depressão? Muitas vezes, a depressão leva à obesidade, principalmente quando a depressão se acompanha de grande ansiedade e compulsão alimentar. As pessoas comem não somente por fome. Comem por prazer de comer, mas, muitas vezes, para compensar o desprazer e a tristeza. Comem como forma de presentear-se. Além disso, a maioria dos medicamentos utilizados para o tratamento da depressão leva ao ganho de peso e isso não pode ser desconsiderado na avaliação desses pacientes”, alerta Ellen Paiva.
Os sintomas depressivos também podem estar mascarados pelos sintomas da obesidade. É comum entre os obesos sinais de apatia, sonolência, dores no corpo, desânimo e fadiga, muito frequentes também nos quadros depressivos. Um dos sintomas mais frequentes da depressão é o desânimo, o que dificulta qualquer atitude em relação à prática de atividade física, que poderia mudar o prognóstico de ambas as doenças. “Depressão e obesidade podem se beneficiar dessa prática, uma vez que ela está associada ao aumento do gasto calórico, mas, muito mais que isso, a uma atitude positiva e otimista que as pessoas se engajam quando incorporam a atividade física à sua prática diária”, defende endocrinologista Ellen Paiva.
Fonte: Citen
Enviado: Ana Cláudia Barbalho
Entrevista para Band Mulher e Tudo de Bom
Saiba escolher as frutas
Você já deve saber que ficar sem comer entre uma refeição e outra não vai ajudar a eliminar os quilos a mais. Muito pelo contrário: esse “crime alimentar” só vai dar razões para que você exagerar no tamanho do prato no almoço e no jantar. Um bom motivo para comer de três em três horas é que o hábito ajuda a manter o metabolismo sempre acelerado. No entanto, na hora do lanchinho entre as refeições principais, não vale enfiar o pé na jaca e devorar a feira inteira. As frutas são uma saborosa e saudável opção, mas BOA FORMA conta para você quais sãs as melhores aliadas de uma boa alimentação.
SITE ENSINARÁ COMO MONTAR GRUPOS E PARTICIPAR DO PROGRAMA
Em breve este site ensinará o passo a passo para que você possa fazer parte do Grupo Gordas em Recuperação apenas pela internet ou montando o seu próprio grupo. O objetivo é atingir ainda mais pessoas que precisam de ajuda para encontrar o caminho do controle de peso. Todas as dicas de como seguir o programa e vencer as dificuldades que serão compartilhadas por todos que durante a vida inteira tem enfrentado esse problema. Para isso você poderá se cadastrar e participar do grupo de onde estiver. Sem nenhum custo, qualquer pessoa poderá se tornar um gordo em recuperação.
Grupo de Natal/RN
Nas fotos o grupo de Gordas em Recuperação de Natal. Estão na terceira semana de funcionamento e se ajustando à nova rotina de vida e aos novos desafios impostos pela reeducação mental e alimentar. Algumas já tinham começado a perder peso antes mesmo do início do grupo, quando leram o livro Magra? Não. Gorda em Recuperação. Outras estão entrando agora. Todas dispostas a vencer e a controlar o peso pelo resto da vida.
























Onze dicas para o seu emagrecimento não estacionar
O ponteiro da balança travou? Não se desespere!
1 – Verifique se o número de refeições diárias está sendo feito de forma fracionada (cerca de cinco ou seis ao longo do dia). Como o processo de digestão consome calorias, quanto mais vezes ele for repetido, maior será a queima calórica.
2 – Invista na atividade física regular, especialmente nos aeróbicos e na musculação. O aumento da massa magra aumenta o metabolismo e, desta forma, você reacelera o seu emagrecimento. Já treina? Converse então com o seu instrutor. Talvez seja o momento de mudar as séries (e carga) dos exercícios praticados.
3 – Preste atenção à qualidade dos alimentos, e não apenas à quantidade. Adote um cardápio variado (sempre!), que contemple todos os grupos alimentares -carboidratos, proteínas e gorduras.
4 – Relaxe! Lembrese de que um emagrecimento seguro – feito de forma lenta e gradual – aumenta suas chances de conseguir uma mudança definitiva dos hábitos alimentares, sem o temível efeito sanfona.
5 – Se você estiver com dúvida em relação à dieta seguida, consulte um nutricionista para definir um novo plano alimentar para você voltar a eliminar peso.