Arquivo de janeiro, 2010
Na luta contra a balança, ‘gordinhas’ se unem em grupo
Jornalista lança livro sobre luta na tentativa de perder peso; a partir daí surgiu grupo de mulheres que enfrentam o mesmo problema
“Magra? Não! Gorda em recuperação”. Este é o título do livro da jornalista Mirella Ciarlini, que está previsto para ser lançado em Mossoró na primeira semana de março. O título narra o sucesso obtido pela autora com a perda de 30kg em dez meses, após a descoberta dos erros cometidos em vários anos na tentativa de emagrecer.
“O livro é minha história de gorda mesmo”, comenta Mirella Ciarlini, hoje 34,5kg mais magra. Na época em que se definiu como uma “gorda em recuperação”, Mirella pesava 94kg e usava manequim 50 e hoje ela veste manequim 38.
Mirella Ciarlini conta que sempre teve dificuldades para emagrecer e que, mesmo quando conseguia o emagrecimento, ganhava todos os quilos de volta. Ela lembra que já fez todos os tipos de dieta das quais tomava conhecimento. Algum tempo atrás, chegou ao peso que desejava, através da dieta dos pontos, mas, por acreditar que já estava magra, mais uma vez recuperou os quilos perdidos.
Como consequência do ganho de peso, ela diz que passava por todos os problemas enfrentados por muitas das pessoas que sofrem de obesidade, como a depressão.
Até que a jornalista descobriu que o problema não estava na dieta e foi em busca dos erros. Segundo Mirella, foi aí que ela percebeu que todas as pessoas que sofrem de obesidade cometem os mesmos erros.
A perda dos quase 35kg ocorreu através da reeducação alimentar. Mirella Ciarlini explica que o programa que proporcionou a perda de peso é abordado no livro e inclui, além da reeducação alimentar, uma reeducação mental, porque as pessoas precisam aceitar o fato de que são gordas, o que, segundo ela, é o mais difícil. A perda de peso foi baseada em uma dieta do endocrinologista Dr. Alfredo Halpern.
Ela explica que o livro não é voltado apenas para as pessoas que querem perder 35kg, como ocorreu com a jornalista, mas para todas as pessoas que passam a vida inteira voltadas para a questão da perda de peso, mesmo que sejam apenas 2kg.
Uma das questões que o livro tenta reverter é a visão sobre a comida. Mirella comenta que geralmente quem sofre com o problema da obesidade acha que comer é a melhor coisa do mundo.
Como percebeu que o livro poderia servir como apoio para outras pessoas que estivessem passando pelo mesmo que ela já passou, Mirella criou um grupo que hoje conta com a participação de dez mulheres. Cada uma das componentes do grupo recebeu uma balança. O objetivo, segundo a jornalista, é fazer com que elas vejam os quilos que ganharem, visto que todas as pessoas obesas costumam evitar a balança. Além disso, as integrantes do grupo receberam um caderninho, onde tomam nota dos seus pontos e de todos os seus “pensamentos gordos”, como denominam as ideias voltadas para a comida. Dessa forma, elas tentam eliminar esses pensamentos. “Perder, todo gordo perde. Nosso objetivo é perder pela vida toda”, comenta.
O grupo conta com uma parceria com uma academia de ginástica e uma clínica de estética, para que possa usufruir de atividades que aceleram a redução de peso sem ter que enfrentar um outro problema encontrado por quem busca o emagrecimento, que são os gastos com essas atividades.
As integrantes se reúnem todas as quintas-feiras e Mirella menciona que o grupo está animado, trocando experiências, pois o importante é que elas saibam que todas as pessoas da equipe dividem a mesma situação e já passaram por circunstâncias parecidas. Assim, quando fraquejarem diante da comida terão mais força para continuar a batalha em busca da perda de peso.
A primeira semana da turma como “gordas em recuperação” foi concluída com a perda de peso por parte de todas as participantes. A quantidade perdida varia entre 0,5kg e 1,5kg.
“Agora eu nunca fui tão ajudada como estou sendo no grupo. Criei para ajudar, mas estou sendo ajudada”, revela Mirella Ciarlini. A jornalista acredita que esta nova fase de sua experiência vai dar origem a um novo livro.
Mas as melhorias não foram apenas físicas. Hoje, Mirella não está bem apenas com o seu corpo, mas revela que possui uma mente melhor. Assim, consegue resistir a pratos tentadores e não encontra problemas em enfrentar um self-service. Isso porque a comida deixou de ser a melhor coisa da vida aos seus olhos.
Gazeta do Oeste – 17 de Janeiro de 2010

Anna Marilda
Nasci numa família de gordinhos…Tenho familiares gordinhos do lado paterno e gordinhos do lado materno, mas sei que comigo poderia ter sido diferente. Eu poderia ter escolhido ser magra e não gorda, no entanto, as minhas mais remotas lembranças me trazem imagens de uma garota sempre gordinha. O gosto pela culinária muito contribuiu para que eu me tornasse a principal consumidora das comidas que eu preparava. Desde tenra idade aprendi receitinhas infalíveis com a minha avó, que era uma excelente cozinheira; qualquer visita que chegava a minha casa se tornava um motivo especial para me levar a cozinha e preparar uma variedade de guloseimas.
Durante muito tempo vivi feliz com minhas formas arredondadas. Quando criança o meu “excesso de fofura” não me incomodava e nunca foi empecilho para fazer nada que eu quisesse ou gostasse…mas meus pais preocupados com a minha saúde, sempre me incentivaram a fazer dietas,exercícios… e tudo o mais que julgavam necessário para que eu pudesse ser feliz…gorda ou magra, o importante era ter saúde.
Conheci todas as Clínicas de emagrecimento de Fortaleza, Mossoró e Natal… Qualquer novidade que aparecia para emagrecer, minha mãe me incentivava a fazer. Minhas tias, minha madrinha, as amigas mais próximas da minha família logo se encarregavam de telefonar pra minha mãe dando informações, endereços e contando experiências bem sucedidas com a ”novidade”.
Lembro quando surgiu um tratamento com Acumputura, em Natal. Era uma novidade caríssima. O médico que colocava as agulhinhas não era credenciado pelos planos de saúde e o tratamento era “particular”. Meus pais não hesitaram… Logo me levaram ao Dr. Chin, e eu sai de lá, com a dieta que me deixaria magrinha… sempre começava empolgada… achando que conseguiria…mas na verdade, acho que eu nunca quis tanto…pelo menos quando criança… Lembro quando morávamos em Patu-RN e mãinha viajava de lá até Natal ou Mossoró para fazer a feira da dieta que me emagreceria…
E foi assim também com os Vigilantes do Peso. Eu saía de Patu e depois de Mossoró para assistir as reuniões em Natal… Meus pais não mediam esforços, nem investimentos … Não posso culpar ninguém pelo meu excesso de peso, meus pais sempre me incentivaram e me proporcionaram tudo que era necessário para que eu fosse uma pessoa saudável e em paz com a balança…
Nos grupos que participei com o objetivo de emagrecer, a maioria das pessoas era adulta e eu a pessoa mais nova, muitas vezes a única criança. Fiz SPA´s, em Rio do Fogo-RN, na Aspetro, em academias de Mossoró/Rn, no Clube da Caixa Econômica; tomei Herbalife, diet shake, femproporex, sibutramina, e todos aqueles naturais também Água Régias, Coscarque…afff, foi tanta coisa que meu estômago foi um depósito de remédios…acho que já fiz quase todas as dietas do mundo…da sopa, da fruta, da lua… E sempre consegui emagrecer um pouquinho, mas em pouco tempo engordava novamente!!! A maior parte da minha vida,estive gorda…
Nunca vou esquecer dos primeiros dias de aula no Colégio Diocesano Santa Luzia, onde estudei da 3ª série do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Quando iniciava o Ano Letivo, os professores de Educação física sempre chegavam na sala para nos medir e nos pesar… Para a maioria dos colegas, aquele momento provocava motivo de pânico…Para mim, era indiferente A minha gordura não me incomodava. Uma das minhas amigas faltava a semana inteira para não correr o risco de subir na balança na frente de todos os colegas…Lembro de um dia, no 2º ano do Ensino Médio, quando o professor chegou na sala para pesar os alunos. A turma começou a zoar, todo mundo que subia na balança ganhava um apelido… baleia, para os mais gordos, pena, magrelo, para os desprovidos de gordurinhas, anão para os pequenos…Muitos colegas ficavam constrangidos. Eu estava na fila e quando chegou minha vez me dirigi á balança com os ouvidos bem abertos preparada para escutar tudo… E qual não foi minha surpresa quando se instalou na sala um silêncio sepulcral. Traduzi como respeito. Ninguém disse nada. Era incrível o respeito que os colegas tinham por mim… Sim. Sempre me senti muito respeitada! Sabia que era gorda, mas ninguém me apelidava, nem ria , na minha frente, do meu excesso de peso . Quando o próximo colega subiu na balança as brincadeirinhas picantes recomeçaram.
Durante a minha adolescência, o “auge” do meu excesso de peso se deu em 1998. Pesei 79 kg com 1,52… Imaginem!!! Aff, não gosto nem de lembrar…Em 2000, então com 17 anos, resolvi que faria uma dieta e que dessa vez seria diferente: Eu iria emagrecer de verdade! Comecei a me sentir incomodada com todo aquele peso. E, sem dizer nada pra minha mãe, me matriculei na academia do SESI, junto com JÔSE, uma amiga que me deu muito apoio, e, juntas, íamos todos os dias fazer uma maratona de exercícios. Eu fazia cursinho preparatório para o vestibular, no GEO e Jôse todas as tardes passava lá para irmos juntas ao SESI. Fazíamos aeróbica, natação, hidroginástica e musculação…Disciplinadamente, passamos um ano repetindo esta experiência. Eliminei os doces e massas da minha alimentação…Adotei o Diet Shake substituindo duas refeições e almoçava muito pouco…uma carne grelhada, arroz branco e saladas…e no final do ano, ao completar 12 meses eu tinha conseguido emagrecer 23 kg. Pesei 57 kg, vestia todas as roupas e me sentia linda. O problemas agora era escolher que roupa vestir, diante de tanta opção!!! Lembro que no veraneio de 2001 louca para brincar o “fest verão”, em Tibau, o sonho de um ano inteiro…vésperas da viagem, passei mal, tive uma hipoglicemia e o médico não queria me liberar pra viajar…depois de muito me comprometer a me alimentar direito ele me deu alta, com a condição de ter sempre um chocolate no bolso!!!! Nunca imaginei que um dia fosse ser obrigada a isso, logo eu que adoro doces…mas a minha dieta foi um tanto radical…eliminei o doce completamente!!!
E assim, consegui vestir o menor manequim 42, como tenho o quadril muito largo, mesmo magra o menor número que já consegui usar foi o 42…então é com ele que me sentirei feliz de novo, daqui há 10 meses. Eu mantive 57 kg por 4 anos, sem dieta rigorosa e sem maratona de exercícios…Cheguei a acreditar que pudesse continuar pra sempre Magra… Parece que o erro estava aí…Me enxerguei MAGRA, e segundo Mirella quando nos sentimos magra, achamos que podemos comer mais, e mais, mais… Estou eu aqui de novo…me esforçando para me aceitar como uma Gorda em recuperação…Engordei 30 kg em 5 anos…e ultrapassei em 10 quilos o máximo que eu já tinha pesado…
Comecei esta experiência pesando 84 kg.Fiquei muito feliz com o convite de Mirella Ciarlini para fazer parte deste bendito grupo, pois esse ano vai ser muito especial pra mim. É o ano do meu casamento…E quero me sentir linda num vestido de noiva…Minha meta é emagrecer 27 kilos no prazo de 10 meses.
Mais uma gorda em recuperação
Oi, gente
Sou Virgínia Barreto, tenho 25 anos e preciso perder 15kg.
A primeira coisa que quero é agradecer por estar dividindo este espaço com vocês. Sabe, eu relutei em aceitar o convite para participar deste projeto. Por vários motivos: sou tímida, meio anti-social; como todas nós, tinha muita dificuldade de me assumir gorda; e também porque chava que não havia mais nada que melhorasse minha situação. Mas agradeço a Deus (e a Mirella, pela persistência em ajudar quem não queria mais ser ajudada) por estar aqui, conhecendo pessoas tão bacanas. Eu tava me sentindo anormal, desprezível e completamente deslocada no mundo, porque as pessoas rejeitam a gordura ou porque minha auto-estima me fizesse sentir longe de ser aceita. Enfim, estava fora de órbita, me sentindo totalmente desprezada. Saber que outras pessoas vivem as mesmas angústias, ansiedades realmente tira um peso das nossas costas. E ter pessoas inteligentes, alegres, divertidas por perto ajuda muito a estimular esse começo tão desafiador… Obrigada a todas por encarar o desafio junto comigo… Obrigada também aos nossos parceiros: Clinbem, Academia Atividade Fitness, Fred Veras, aos veículos de comunicação que também têm dado um enfoque muito legal ao nosso grupo. Força, garotas!!! Temos 10 meses pela frente pra vencer barreiras e contar muita história.
Depois de dez dias…

Com dez dias de programa, já podemos compartilhar saldos bem positivos, né gordas?
Estamos bastante entrosadas umas com as outras (tudo bem que umas mais que outras), mas o que importa é o clima bacana que nos cerca, as trocas, o companheirismo, seja dividindo a salinha da Clinbem, seja compartilhado a esteira na Atividade Fitness, ou até mesmo rachando o táxi…
É impressionante como tudo fica mais fácil quando todos compartilham das mesmas dificuldades, angústias, medos, desafios…
Tem sido muito gratificante pra mim, poder estar conhecendo vocês, fazendo novas amizades, é sempre um estímulo a mais saber que não estou sozinha.
E nesses dez dias o que mudou? (eu espero que meu peso)
Mas, agora sério, pude verificar que tudo só depende de nós. Do nosso querer. Então por que não querer? Ainda mais quando temos tantos fatores positivos a nosso favor?
Nosso programa, projeto ou grupo tá tendo uma repercussão muito positiva (até entrevista eu dei pra o mossoroense ontem…), logo, não podemos decepcionar quem nos acompanha, tampouco nos enganar.
Os agradecimentos ficam para Mirella – pela iniciativa; a Clinbem – por tá cuidado do nosso corpitxo com as técnicas de estética que fazem milagre; a Atividade Fitness pela atenção dos seus instrutores, qualidade dos equipamentos e instalações e, ao fotógrafo Fred Veras, que tem uma paciência de Jô na hora de nos fotografar para que possamos ter as fotos do antes e depois.
A foto que ilustra esse post é dele, faltando 4 de nossas gordas, mas muito bem representada. Na sequência: Joyce Moura, Priscila Barbalho, Ana Cláudia Barbalho, Anninha da Mata, Gabi Damásio, Rizyanne Azevedo, Mirella Ciarlini.
Vamos continuar confiantes que vamos conseguir.
Gabi D.
Descoberta
Boa tarde;
Descobri que depois do grupo, estou aceitando que sou gorda e a palavra começou a não soar mais como palavrão… Porque para nós gordas, é terrivel ouvir das pessoas te chamarem de gorda, porque não é assim como nos vemos. Inventaram até outros nomes para gordo né? Fofinha, excesso de fofura e assim por diante…porque gordo nenhum aceita ser chamado de gordo. Então é uma vitória para mim estar aceitando esse “status”, com isso, a gente tem mais equilíbrio para tentar melhorar onde você quer e principalmente, o mais importante, é saber que somos capazes SIMMMMMMMMMMMM!
Joyce Moura
beijos
Tem gente nos acompanhando…
Queridas amigas,companheiras deste desafio de superação…
A amiga Islamara Costa, minha colega de Trabalho, escreveu em seu Blog “AD Finem” (http://www.islamara.blogspot.com) um post sobre nós…e recebeu o comentário de uma leitora, que como nós, passa pela dificuldade de ficar em paz com a balança, Francy Cavalcante, de Fortaleza vai estar acompanhando pelo blog o nosso desafio…vamos em frente!!!
“Sou Francy Cavalcanti, Eng.Agrônoma da UFC, (fscavalc@ufc.br) e no momento estou lutando contra quinze quilos que sobrecarregam minha coluna acometida de Espodilolistese. Adorei a idéia das “Gordas em recuperação”, é muito bom ter acesso aos depoimentos reais de pessoas sinceras que vivem um determinado problema. O compartilhar, sem restrições, faz você sentir que é nornal. É saudável saber que, como eu, outras pessoas trocam uma refeição pelos doces ou quebra propósitos em favor do simples prazer de comer. Parabéns a Mirella Ciarline e a minha torcida para o grupo que iniciou a batalha dos 10 meses. Vou ficar de olho nos depoimentos!”
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4254326547886065932&postID=7076225733873765695&pli=1
Deslize
Aiiiiiiiiii, sexta-feira passada fui para um chá de panela de uma amiga e não me aguentei…ow coisa triste é ter cabeça de gordo, ter dificuldade em se segurar para não comer…pois é, passei dos limites, dos pontos, da vontade…e comi. Mesmo tendo econimizado pontos a semana toda me senti muito mal. Tive raiva, chorei, chateada comigo mesma.
Em seguida respirei fundo e pensei: cometi um deslize hoje,no restante de minha vida, tento compensar…e o restante do final de semana foi tranquilo. Consegui me controlar com o churrasco e a feijoada que teve na minha casa.
Ontem, segunda-feira, 18 de janeiro, começamos a malhar…foi muito bom, adorei. Sentimento de mais uma ajuda nessa tarefa tão difícil. Melhor ainda porque podemos contar com a atenção de um profissional de educação física que nos dá todas as orientações necessárias e nos deixa mais seguras.
Beijos e até mais
Joyce Moura
Mirella Ciarlini
Sou uma gorda em recuperação há dois anos.
A cada dia uma vitória, um novo conhecimento, mais forças para manter o equilíbrio e o controle do peso pelo resto da vida.Com base na minha experiência de engordar, emagrecer, engordar… durante quase vinte anos, parei para entender e descobrir onde estava o erro.
Reuni tudo que consegui perceber num livro: Magra? Não. Gorda em Recuperação. E o livro deu origem ao Programa que reúne hoje mulheres que estão a fim de controlar o resultado na balança.
Um grupo de amigas que como eu estão afim de tentar ver a verdade de frente e usar PP pelo resto da vida. Eu perdi 30 quilos em 10 meses.
Hoje tenho 31 anos, 1,60 de altura, 60 quilos e graças a muita determinação e coragem para aceitar que eu seria gorda, mas em recuperação, pelo resto da vida, troquei o manequim 50 pelo 38.Quando estava com 94 quilos, não imaginava que chegaria tão longe.
Hoje sei que posso chegar onde quiser e que em breve perderei os últimos 2 quilos da minha meta. Hoje não sou uma nova mulher só por fora. A parte interior foi a que sofreu a mudança mais bonita. Deixar de pensar como gorda. Esquecer que comer era a melhor coisa do mundo, parar de acordar e dormir pensando em comida. Equilíbrio, conhecimento e uma balança para me dizer a verdade todos o dias. A obesidade não tem cura, tem controle e uma gorda em recuperação não tem dúvidas disso.
Dieta? Não como se fala por aí. Me reeduquei a partir do Programa de pontos do Dr. Alfredo Halpern. Com ele tenho o comando sobre a minha perda de peso. sem riscos, sem falhas, somente resultados. Alíado a esse importante conhecimento, todos os outros que fazem parte do universo de todos nós Gordos. Porque afinal de contas emagrecer todo gordo emagrece. O desafio de ser um Gordo em Recuperação é não ficar mais ganhando e perdendo nem que sejam 2 quilinhos pelo resto da vida.
Fico muito feliz de ser uma gorda em recuperação. Minha doença não tem cura, mas está sendo controlada. Já não sofro por ver comidas que prefiro não comer, não fico com água na boca sempre que alguém fala em comida, não como mais só por comer. Tudo isso sem sofrer, coisa que nunca pensei ser possível; Conseguir me aceitar e ser uma gorda em recuperação mudou minha vida.
Mirella Ciarlini
Primeira semana
Hoje faz uma semana que estou como gorda em recuperação e confesso que estou adorando essa nova fase. Começo a entender melhor alguns sentimentos, e o fato de poder compartilhar com outras pessoas que passam pelo mesmo problema tem ajudado e muito na conquista dos objetivos.
O meu maior problema é controlar a vontade de comer doces. Por isso, não eliminei a guloseima do eu cardápio, mas é claro que no lugar de comer uma panela de brigradeiro, troquei por uma fatia de doce de goiaba após o almoço e também a noite. Assim mato a vontade de comer doce e não exagero. Minhas tardes são os piores momentos.Como só trabalho pela manha, passo a tarde em casa, ociosa…e ócio é a cara de comida…kkk….Mas, consegui respirar fundo e mentalizar outros pensamentos….uhuauaha….Vamos conseguir!!!
OBS: Eu tenho trauma de balança doméstica(risos), mas essa está sendo minha amiga e estou até gostando desse lance de ver o peso todo dia…estimula, é um gás a mais!!!
JOYCE MOURA










Entrevista para 95fm
ENTREVISTA MIRELLA CIRLINI JORNAL 95 19 de janeiro de 2010
19 de janeiro de 2010